segunda-feira, 30 de março de 2015

Mudança no roteiro

          
          A parte boa de você ir fechando o roteiro à medida que for viajando, é a possibilidade de mudança. Se você for verificar a rota inicial (Veja aqui) e comparar com o roteiro aí abaixo vai ver que mesmo na nossa rota inicial mudamos na hora para onde iriamos. Fomos para Roma e Arth Goldal na Suíça que não estava previsto. 

          Mas dessa vez a mudança foi enorme. Acabamos de comprar a passagem para começo de agosto, de Toronto para wellington capital da Nova Zelânida, alguém sabia que a capital da Nova Zelândia era essa? Decidimos passar um tempo maior no Canadá para quem sabe fazer um curso de frânces, ou realizar um pequeno sonho que é ficar numa casinha de frente para um lago, no meio do nada, com livros, canetas e caiaques. Descartamos, por enquanto o retorno a Europa, e dividimos esses dias nos destinos posteriores. Decidimos ainda finalizar nossa viagem na África, um pouco mais perto do Brasil, mais fácil de comprar a passagem de volta.

          Nosso roteiro por enquanto ficou assim:

1º - Brasil (Checked)
2º - Europa (Holanda, Alemanha, Suécia, Polônia, República Tcheca, Itália, França, Suíça, Espanha) 
3º - América do Norte (Estados unidos e Canadá) 
4º - Oceania (Nova Zelândia e Austrália)
5º - Ásia (Tailândia, Cambodja, Laos, Vietnam, China, Nepal, Índia)  
6º - África (Quênia, Tanzânia, Malawi, Moçambique, África do Sul)

Além de Japão e Israel correndo por fora. Vamos ver se dá tudo certo. 


    

segunda-feira, 23 de março de 2015

Cozinhando e viajando

       


       Se você pesquisar sobre casais que deram volta ao mundo, você encontrará alguns, não muitos, mais isso não é tãaao raro quanto possa parecer. Se você pesquisar em inglês então o número aumenta exponencialmente. O caso é, de todos que pesquisamos, não lembro de ter encontrado nenhum que tenha um orçamento menor que o nosso, principalmente por que o dólar e o euro estão bem mais fortes do que anos atrás. Na Europa, está previsto no nosso orçamento, um valor de 12 euros por dia, os dois com alimentação. Mas isso é mais uma vantagem de viajar e ficar na casa de amigos e albergues. A maioria dos lugares tem cozinha. Geralmente essa é a primeira pergunta que fazemos quando chegamos em um albergue, onde fica a cozinha? Segunda pergunta, onde tem um supermercado aqui por perto?
      Não é tão ruim quanto parece, utilizando esse método de supermercado e cozinhar, além de dar umas escapadas para experimentar algumas coisas típicas de alguns países, temos gastado até menos de 12 euros por dia os dois. Tá certo que nossa alimentação não é exemplar, minha irmã nutricionista vai brigar conosco quando ler esse post. Mas fazeis o que podeis, já dizia o filósofo. :D
      Pão e queijo nunca falta. A base da nossa alimentação mais pesada é macarrão, até por que os feijões em lata não apetecem, e arroz daqui nem se fala. A base da alimentação europeia é batata, até aprendemos essa palavra em alemão pra ficar mais fácil a vida: Kartofel. Mas nem tudo está perdido, sempre variamos o molho do macarrão, e até agora não comemos miojo nem uma vez, ponto positivo pra gente.
     Sempre que podemos compramos uma salada pra implementar, e frutas estão sempre presente. Às vezes mexerica, as vezes maça, banana e por aí vai. Uma curiosidade, não encontramos banana na Cracóvia.
    Temos que admitir, Mc Donalds, esse antro capitalista, é sempre uma possibilidade, não pra uma alimentação completa, mas para enganar a barriga durante um passeio, os cheeseburgues por 1 euro , as vezes até menos, como na Polônia, são imbatíveis. Subway comemos duas vezes e foi super aprovado, o pão é bem melhor que no Brasil e nas vezes que comemos veio com recheio bem generoso. Pagamos 5 euros em um de 30 cm, e na outra 3,90 euros no Leste Europeu. Outra coisa sempre presente são chocolates e batatas tipo Lays, ou genéricos da Pringles.

    Enfim, como euro é a moeda mais forte que vamos lidar, a tendência é que o orçamento diário com alimentação aumente em outros países, fora do circuito europeu.

sábado, 14 de março de 2015

Vida de alberguista

         
          
        Depois da passagem, o maior gasto de uma viagem com certeza é a hospedagem, e com a gente não é diferente. Planejamos acampar em alguns lugares, mas no meio do inverno europeu essa opção se tornou inviável. Para diminuir os custos, não ficamos em hotéis e sim em hostels, os famosos albergues.
        Para quem ainda não sabe exatamente o que é um albergue, segue aí uma explicação. Albergue é uma acomodação, geralmente das mais baratas, que possui quartos privativos e quartos compartilhados. Ou seja, dependendo do albergue, você pode dividir quarto com mais 19 pessoas, ou com mais 3, e por aí vai. É você que escolhe, geralmente, um quarto com mais gente é mais barato. E esse é basicamente nosso meio de estadia, quando não estamos na casa de amigos ou conhecidos, estamos em albergues. É um ótimo jeito utilizado por pessoas do mundo inteiro para economizar uma grana na viagem, e ainda conhecer pessoas. Na Europa pelo menos, não é raro você conhecer pessoas que estão viajando a 2, 3 ou 4 meses. Já conhecemos um médico da Turquia, um economista e dois sociólogos da Alemanha, um louco da Escócia, uma viajante dos Estados unidos, um velhão com inglês ininteligível do Sri Lanka, estudantes do ciências sem fronteiras brasileiro entre outros.
       A vida de alberguista é assim pode trazer várias surpresas, pois você nunca sabe quem e de que países são as pessoas que estarão no seu quarto. As vezes as surpresas são ruins, pessoas que não tem muita noção, mas as vezes as surpresas são boas.
       O albergue mais caro até agora que pagamos , foi o de Abisko no Norte da Suécia, para ver a aurora boreal. Mas era dentro de um parque nacional, na base de uma montanha super legal, valeu o preço e ficamos com um quarto só pra gente, gentileza da atendente. O valor foi de 64,20 euros os dois. O que equivale na nossa cotação da época R$ 210, 60. Detalhe, nesse mais caro, tínhamos que limpar o quarto antes de sair. 
       Já o mais barato que ficamos até agora, foi o de Praga, 8 euros os dois. O que equivale na nossa cotação R$ 26,24, mas esse tivemos que dividir com mais 10.

       Enfim, em um próximo post falaremos quais foram os melhores albegues que já ficamos e os piores até o momento.    

domingo, 8 de março de 2015

Uma aurora Boreal


Uma vez fotografei um raio no céu, qual não foi minha alegria ao captar em minhas lentes amadoras a imponência e o poder mais intenso da natureza. Mas agora, imerso na atmosfera do ártico, em cima de um lago congelado no meio da noite, à luz apenas da lua cheia, fico a pensar na história que me trouxe a este momento frio. Todas as aulas dadas, todas as provas corrigidas, todo o trabalho feito, para que tivesse oportunidades de, entre outras coisas, conhecer uma das regiões mais enigmáticas do planeta, ao menos para mim. Visitar o frio do ártico, na minha adolescência, tinha a mesma probabilidade de acontecer quanto ir visitar a lua. Aos poucos as chances foram aumentando, e de repente o que era improvável se tornou possível. E hoje estou aqui, com a companheira que escolhi, realizando mais um sonho.
Nesse momento, a natureza com um ato de candura nos recompensa e mostra dessa vez, não seu enorme poder, mas sua delicadeza. Aos poucos o céu estrelado foi sendo preenchido por uma luz verde, provinda de lugar algum e indo a lugar nenhum, que ficava cada vez mais intenso. A luz parecia se mover pelo céu, suave, como se dançasse a um ritmo ditado pelo próprio Criador. Surreal, parecia irreal, mas ainda assim estava acontecendo na nossa frente, simples e majestoso como um milagre. As luzes foram crescendo em intensidade e se espalhando pelo céu cada vez mais. Agora não era apenas verde, mas vermelho, rosa, as vezes cores que não consigo definir, uma mistura, uma aquarela de luz pintando o céu noturno. Aos poucos, como um espetáculo que se encaminha para o fim, as luzes vão se apagando, o céu volta a sua cor original, dominada pela luz da lua. Pelo resto da noite, luzes esparsas se formam pelo céu, lindo, mas nada comparável aos 3 minutos que perdurarão pela eternidade em nossas mentes.